As duas faces da festa de matrícula 2012 e o lamentável Comando de Greve

Reproduzimos um texto do estudante de Engenharia Ambiental da Politécnica, e apoiador da Chapa Reação, Daniel Magalhães de Paula, sobre a diferença clara entre como foi conduzida a festa de matrícula nos cursos paralisados, sob controle do Comando de Greve, e nos cursos que não estão em greve.

Já havíamos noticiado por Facebook a campanha ideológica perpetrada pelo Comando de Greve durante a matrícula, e nossa decisão ética de não executar qualquer espécie de atividade panfletária na ocasião por reconhecer aquele momento como de festa e confraternização, e não de doutrinação.

Finalmente convidamos o eleitor a identificar o item relacionado à Calourada Unificada em nossa carta-programa, na página 16 no item “Eventos Acadêmicos, Culturais e de Entretenimento” no qual explicitamos claramente nossa visão de como tais eventos devem ser promovidos na USP.

 

Lendo relatos dos trotes da USP, descobri umas coisas abomináveis.

Eu mesmo postei aqui uma foto (que leva para o álbum) do trote da Poli, organizado pelo Grêmio Politécnico (em conjunto com os CAs). Aquele trote, como manda a tradição, foi exemplar: a estrutura era mais que completa, com uma ambulância, ouvidoria, chapelaria, espaço para os pais, espaço para os CAs se apresentarem; os bixos faziam apenas o que quisessem, sem represália nenhuma se não quisessem fazer nada. O feedback dos calouros e dos pais também não podia ser melhor; todos ficaram positivamente surpreendidos, e choveram elogios aos veteranos.

Mas infelizmente, não foi assim em toda a USP. Acabei de ler relatos no grupo da Letras Livre (e o porquê desse Livre no nome do grupo é outra história desagradável) de abusos absurdos no trote. Bom, abuso absurdo pode ser pleonasmo, mas o caso aqui é pesado: não estou falando do abuso de um veterano bêbado ou imbecil, não foi nada puntual. Vários dos calouros foram pintados com tinta permanente.

Não, você não leu errado. A festa de matrícula de alguns foi marcada por sua pele e cabelos manchados por uma tinta que não sai no banho. Não reclamo das roupas que certamente foram para o lixo, nem dos tênis que espero que não estejam arruinados, mas imaginem as pessoas que deveriam voltar ao trabalho (ou à sua vida cotidiana mesmo) com os braços, o rosto e os cabelos azuis. Por dois ou três dias.

Quando os bixos foram reclamar (justamente), a veterana que levou a tinta disse que o trote dela foi pior, e chamou as reclamações de frescura. Sim, ela disse que isso é frescura.

Situando quem não conhece, quem está organizando o trote da Letras é do movimento grevista, aquele que diz que está lutando por todos (quer nós queiramos ou não), e que o individualismo típico de seus inimigos é o problema. Bom, esse mesmo movimento estragou a comemoração de, ahem, um coletivo de calouros, disse que o problema é com eles – individualmente; e agora os vai proibir de ver aulas, pois está dizendo que o ano vai começar em greve. Pelo bem deles. Porque de acordo com eles, “Trote mesmo vai ser o Rodas daqui a pouco soltando um monte de medidas absurdas pra 2012″.

No trote da Poli, por outro lado, onde não houve doutrinação, onde cada aluno teve sua opção -individual- respeitada, a festa foi -coletivamente- aceita. A imprensa desistiu de tentar mostrar o trote da Poli como uma coisa ruim, porque não é. Mas se eles pegassem o trote da Letras, seria diferente.

Ficam duas questões: primeiro, se fosse o contrário – os calouros elogiando o trote da Letras e a Poli usando tinta permanente, o que eles diriam? Ainda diriam que é frescura, porque antigamente era muito pior?

Segundo, se a imprensa espalhasse a denúncia dos muitos calouros que tiveram sua comemoração arruinada, eles se responsabilizariam por seus erros, ou fariam como costumam fazer e colocariam a culpa na “Imprensa Golpista”? Diriam que é mais um plano para dividir os estudantes?

“Aos meus amigos tudo, aos meus inimigos a lei?” Não, é muito pior, porque os inimigos deles estão mais que certos perante a lei. E, tenho certeza, muito mais próximos de ser a voz real dos estudantes, meramente por estarem em contato com eles.

Link original da postagem no mural de Daniel de Paula:

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38 Respostas para “As duas faces da festa de matrícula 2012 e o lamentável Comando de Greve

  1. Alguém que teme perseguição política e, por isso, não divulga o próprio nome

    Sou estudante (não-grevista) do segundo ano da Letras. Agradeço sua manifestação e seu bom senso neste texto.
    Eu realmente que as coisas mudem a partir deste ano por lá. Não dá mais pra ficar com essa baixaria toda e a reputação dos estudantes da FFLCH indo pro saco perante toda a sociedade por causa de um pequeno grupo de baderneiros.

  2. Uma veterana age autoritariamente com uma “tinta permanente”, e isso se torna o padrão do maior trote da USP, com uma festa em cada dia organizada pelos veteranos? Poupe-me…

    • A crítica não é somente sobre essa ocorrência sim mas sobre o contexto inteiro, e não foi a única coisa que aconteceu no trote da FFLCH. Tanto que os bixos da comunidade de Facebook da Letras2012 tretaram feio com os veteranos depois do trote.

    • Completando a resposta do Roberto, se havia mais gente lá no trote, por que os outros veteranos não a impediram de continuar? Não é como se a diferença entre as tintas fosse difícil de perceber, muito pelo contrário. A organização não pode se esquivar da responsabilidade pelo trote, e foi precisamente isso que me impediu de dizer que este foi um fato isolado.

  3. Vocês criticam as generalizações dos estudantes “radicalizados”, porém colocam uma aluna babaca da letras como representante do trote do
    “movimento grevista”, só porque ela é da letras, e logo, consequentemente, é do movimento grevista?
    Ridículo é pouco. Que argumentação burra!
    Vocês já foram melhores com suas falácias…

    Além disso fingir que nada de errado está acontecendo e fazer a recepção em clima de festa, em detrimento de troca de informações políticas, já é em si pregar algo e adotar uma postura doutrinária, caso não perceberam.

    • Não tente enganar ninguém, ela é assumidamente do movimento grevista. Fora isso, é de responsabilidade da organização zelar pelo bom andamento do trote, e se ninguém a impediu de continuar usando aquela tinta assim que a viu, então está tão errado quanto ela. Se a organização não viu, então foi uma péssima organização e é responsável do mesmo jeito.

      E por último, saber separar festa de discussão política não é muito difícil. No trote, o bixo está comemorando sua matrícula na USP; na semana de recepção, o bixo vai ser apresentado à USP. Um pouquinho de senso de oportunidade mostraria qual era o melhor momento para fazer cada coisa.
      Começar mostrando o que está acontecendo é uma coisa, começar em greve e dar a organização da calourada para o Comando de Greve é outra, e enquanto as duas podem ter doutrinação, nesta última ela é garantida, explícita, gigantesca, e por consequência, vergonhosa.

    • É mesmo Fábio. Generalizar é errado! Na POLI estão doutrinando, nesse relato estão doutrinando. Falando mal da Letras, meu curso, é doutrinar. Falar que na POLI é maravilhoso, também é doutrinar.
      Será que a área da POLI, com seus prédios e estacionamentos, são imensamentes maiores que na FFLCH por que? Será que é por que a esquerda grevista não quer? Ou será que é uma unidade sucateada.
      Qual é a proposta dessa chapa para nós? Digo nós porque temos outras unidades com problemas até piores, como a FOFITO, por exemplo.
      Mas a sede de poder de vocês está os cegando. Antes vocês eram mais acessíveis, com propostas simples e concretas.
      Agora vejo que, caso vençam a diretoria do DCE, é bem capaz de consolidar no poder e investir em festas exemplares na POLI

      • Daniel de Paula

        Onde foi que eu falei mal do curso? Olha, Rita, eu juro que tentei pensar em como contra argumentar seu comentário, mas não consegui porque ele não tem um argumento sequer. E pra quem faz um comentário assim recheado apenas com paranoia, eu recomendo procurar ajuda médica.

      • Falando mal da Letras, meu curso, é doutrinar.

        Ratificamos que em nenhum momento depreciamos o curso de Letras e nem a unidade FFLCH.

        Convidamos todos a ver as listas de inscritos, apoiadores e colaboradores da Reação, que conta em grande parte com estudantes da FFLCH, e de Letras.

  4. Absurdo, uma ação individual que foi generalizada …. Isso não tem nada a ver com a greve! Não tem o que falar é melhor abster-se.

    • Eu já respondi isso: se fosse uma ação individual, eu consideraria um acidente e nem teria escrito o texto, mas foi uma ação contínua (mais de um bixo sofrendo com isso), e a organização nada fez para impedir sua continuidade, nem sequer se retratou. A questão, mais do que tinta, é de responsabilidade.

  5. Que Nojo…. lixo de texto…. Já que escrevem o que querem sem o mínimo de base de NADA…. aceitem a minha humilde análise…
    Eu usei a tinta os dois dias… nem sabia de nada e não tem nada de permanente na porcaria da tinta… saiu super fácil… ai que feio gente… fazer tudo isso e faltar com a verdade…eu estava inteira azul e saiu sim bem facil…

    • Eu li os relatos dos bixos, e isso é base para escrever o que escrevi, independente de sua vontade.

      E se você quer ser literal, então espero que nunca chame as canetas permanentes de, ahem, permanentes, pois é possível limpá-las.
      Não tente rebater termos técnicos apenas com a sua vontade de rebatê-los.

  6. Achei o conteúdo do texto maniqueísta. A calourada da POLI, de acordo com um aluno da POLI, é o paraíso na terra, tudo perfeito, com “sala de pais” (não entendi essa parte, só espero que os pais não tenham que ficar em uma sala tal qual um buffet infantil).
    Já a calourada de outra unidade é tudo terrível, desorganizado. E essa crítica foi fundamentada a partir de “leituras de relatos de trotes na USP”.
    Que tal verificar as fontes? Que tal antes de julgar e fazer um texto acusativo, inclusive colocando carga ideológica em um suposto excesso, que o autor ouviu falar.
    Esperava que a Chapa Reação tivesse mais cuidado. Essa competição dos politécnicos em relação a outras unidades é infantil e só serve para isolar a chapa na POLI.
    Ser uma chapa da USP é ser superior a essas competições, taxando todos da Filosofia como se fossem uma coisa só.
    Pelo teor do texto, e partindo da lógica do autor, logo os alunos da POLI são assim, infantis e reproduzem o “ouvi falar”? Pelo que conheço, acho que não.
    Sugeriria que fosse retirado esse texto do blog, pois, além de não ser relacionado com a eleição ou propostas, é fruto de fofocas e informações desencontradas.

    • O espaço para os pais é uma barraca grande, onde os pais assistem tudo de camarote e protegidos do sol.

      Mas eu não disse que de um lado temos o paraíso e do outro o inferno; eu disse que de um lado temos uma organização responsável e de outra uma organização irresponsável.

      E se você quer tentar botar em cheque a minha fonte, explique por quê. Apenas dizer que a fonte é ruim é uma falácia, conhecida como envenenamento de poço. Os relatos de alguns calouros e o fato de receberem como resposta um “é frescura” antes de qualquer pedido de desculpas são verdadeiros.

      • “de um lado temos uma organização responsável e de outra uma organização irresponsável”

        Exatamente o propósito do texto.

        Infelizmente ele não foi compreendido por alguns.

  7. Achei o texto muito exagerado. Eu não caio de amores pela veterana que acabou sendo a “culpada” pelo episódio da tinta. Ela chega a me irritar bastante até, com algumas de suas opiniões políticas. Mas parece que os bixos tão valendo muito, e tá todo mundo querendo carregar eles pro seu “lado” a todo custo.. Eu duvido muito que tenha sido de propósito. Claro, eu não duvido que tenha tido sim alguma politicagem no dia da matrícula.. Mas esse texto acaba soando muito sensacionalista e, por isso, me faz respeitar menos o blog e seus redatores.

    • Nina, assumo aqui um erro, pois eu devia ter deixado mais claro no meu texto, porque é isso que mais respondo às críticas:
      Se fosse uma ação individual, eu consideraria um acidente e nem teria escrito o texto, mas foi uma ação contínua (mais de um bixo sofrendo com isso), e a organização nada fez para impedir sua continuidade, nem sequer se retratou. A própria veterana disse que era frescura antes de fazer qualquer pedido de desculpas. A questão, mais do que tinta, é de responsabilidade.

      Sobre ter sido de propósito, bom, eu debati isso, e foi um tanto inconclusivo, pra falar a verdade. A Navalha de Hanlon me faz tentar ser o mínimo acusativo possível nesse sentido, porque, por um lado, a tinta permanente é bastante diferente da tinta guache, além de que ela primeiro disse que era frescura, e depois pediu desculpas; por outro, ela também se sujou com a tinta, e não só ela entre os veteranos. Dá pra explicar isso tanto por malícia quanto por ingenuidade.

    • Esclarecemos: não foi o propósito da Chapa Reação acusar a estudante do Comando de Greve de ter agido de forma premeditada nesta infelicidade. Apontamos sim a falta de seriedade e competência de um grupo que se tornou expert em invasão e depredação de prédios públicos mas que foi incapaz de simplesmente recepcionar seus calouros de forma aprazível.

  8. Sério mesmo que você baseou sua argumentação em um caso de tinta permanente? Poxa vida hein, imagina só os orelhudos que tiveram seus cabelos raspados e as orelhas estão a mostra…
    Passar na faculdade é uma coisa que para muitos é um sonho de vida, e o trote marca a passagem por esse momento. A tinta permanente pode ser um excesso, mas ele em nada tem a ver com postura política ou festas abusivas. E passar 3 dias com a tinta azul pode incomodar muita gente, como pode não incomodar, assim como raspar o cabelo, ser jogado na lama, entrar num tonel de barro pode incomodar muita gente. A estrutura da festa da Poli é grande por um motivo, a Poli é grande. entram 850 pessoas, faz-se uma estruturação para uma festa, disfarça-se a bebida em um caminhão de sorvete, e quando algum repórter ou diretor da faculdade passa, lacra-se o caminhão e finge que um caminhão escondido atrás da árvore é absolutamente normal. Você esqueceu do único, e único mesmo, órgão que organiza as coisas na Poli sem interesse político, que é a atlética. As barracas de comida e bebida fora da festa, o kit-bixo, as modalidades se organizando e levantando dinheiro para a própria modalidade, isso sim deveria ser valorizado, e não essa falácia em forma de texto que foi escrito! Hipocrisia, esse deveria ser o título do seu texto, ao colocar o trote da poli como o melhor trote. Com mais pessoas, mais dinheiro e com 7 CA´s, uma ATLÉTICA ( você esqueceu disso ) e um Grêmio forte, quem não faria uma festa boa?

    Reação, para conquistar eleitores, é preciso de BOM-SENSO. Falta muito isso a vocês…

    • Sério mesmo que você contra argumenta colocando um trote com tinta permanente e corte de cabelo no mesmo nível? E que diz que 3 dias com tinta azul pode não incomodar?
      Sério mesmo que pra você um trote bem estruturado é um trote grande? Pra fazer trote, pra você, precisa de tanto dinheiro assim?
      Estou estupefato.

      E você bem que podia conhecer a Poli antes de falar. Vamos lá, entram na Poli 750 bixos por ano, você inventou esse caminhão da tua cabeça (e quando teve cerveja, a imprensa tirou foto a rodo), e forçar um interesse político no trote da Poli é tão demais que eu não vou nem me esforçar pra contra argumentar.
      E sim, eu me esqueci da atlética, mas eles vieram falar comigo e eu já me desculpei com eles (sem dizer que era frescura).
      E as equipes se mostrando são valorizadas… são parte integrante do trote. A presença deles é prevista, cara.
      Poli foi um exemplo, um que eu conheço. Eu sei que certamente poderia ter falado de outro curso, mas preferi falar do que eu sei. Seria bom você fazer o mesmo.

      • Guilherme Cozzalino

        Estudo na Poli. Bebi do caminhão de breja, sei onde estava perfeitamente e posso conseguir uma foto, se quiser. Errei o número de ingressantes, mas se a gente pegar o pessoal da FEA e da FAU que estavam lá pelo caminhão de breja, essas 100 pessoas são superadas.

        No meu ano de bixo, tive que fazer uma brincadeira chamada “gravetinho”, na qual um graveto, pego do chão era passado de boca em boca por uma roda de bixos, e no fim, o graveto era quebrado, e a brincadeira parava quando a boca de dois bixos se encostavam. Quando falei que não queria participar, me jogaram na lama, tive que fazer coisas pro veterano durante 4 horas, pegaram no meu pé.
        O mesmo veterano que fez isso, ainda está na poli. E por causa disso devo chamar a Poli inteira de autoritária?

        Como engenheiro, você deveria saber que tinta permanente sai com Aguá Rás. Mas como vc não deve ir muito as aulas, você poderia pesquisar no google. Como muito dos bixos também poderiam ser feitos.

        Em 3 dias, os bixos estariam novamente sem tinta no cabelo. Alias, na careca, porque eles estariam carecas. E sim, existe pessoas que se incomodariam mais em estar carecas do que em estar pintadas de azul…Existem pessoas que, acredite, pintam seus cabelos de azul! Mas é muita humilhação pra você, onde já se viu né?

        Sim, pra fazer um trote estruturado, precisa-se de dinheiro. A Poli recebe a RED BULL lá, o gremio pode distribuir bebidas, agua, CERVEJA, a devassa distribui barracas para todos usarem por contratos que o gremio, atlética e centro acadêmico possuem com eles, garantindo que o único chopp ou a única bebida vendida seja a DEVASSA, como você, hipócrita, pode garantir a sua na ex-tia suja, que agora vende até long necks.

        As outras faculdades, pra montar um trote como o da Poli, precisariam desse investimento. Não é a toa que a Poli é uma das únicas que tem uma FESTA das faculdades da USP.

        O ponto é, seu texto não diz absolutamente nada. A Poli tem uma festa estruturada de matrícula, as demais faculdades que foram citadas não tem uma festa…Se o problema da sociedade for mesmo se a tinta era permanente ou não pra chapa reação, meu amigo, é LAMENTÁVEL que vcs sejam uma chapa.

        Quanto a atlética e as modalidades, aquilo não é valorizado, é brigado, e em diretório. Faltou barraca pras modalidades porque o gremio precisava ficar com uma barraca a mais, e a atlética tinha tantas e o gremio nao podia ter menos e aí faltou mesa, pelo mesmo motivo, e as modalidades que não tem nada a ver, tiveram que pegar mesa não sei de onde pra servir comida. E você vem me dizer que não existe politica na matricula? Existe política da poli com a poli! Tente enxergar dentro de casa antes de sair falando dos outros!

        A Chapa Reação, novamente, mostra o despreparo para encarar uma eleição para o DCE, completamente perdida em relação a onde deve por o dedo.

      • Você poderia conhecer a FFLCH antes de falar… Procure conhecer mais, ver as notas da CAPES dos seus programas. Prêmios de teses e pesquisa.

      • Você poderia conhecer a FFLCH antes de falar… Procure conhecer mais, ver as notas da CAPES dos seus programas. Prêmios de teses e pesquisa.

        Em nenhum momento foi questionada a qualidade acadêmica da FFLCH, e nem de nenhuma outra unidade. Por favor leia o texto corretamente.

        Obrigado.

      • Daniel de Paula

        O que a parte acadêmica da FFLCH tem a ver com a organização do trote?

      • Absolutamente nada. A galera da greve simplesmente está querendo causar com o texto e ta achando pelo em ovo.

    • Guilherme disse:
      “Com mais pessoas, mais dinheiro e com 7 CA´s, uma ATLÉTICA ( você esqueceu disso ) e um Grêmio forte, quem não faria uma festa boa?”

      Obrigado por reconhecer a maior incoerência do Comando de Greve!

      1 – A maioria da USP supostamente não apóia a greve?
      2 – A maioria dos CAs supostamente não apóiam a greve?

      Se isso fosse verdade não haveria faltado dinheiro nem gente para essa ocasião que vocês usam como recrutamento de bixo ingênuo para servir de bucha de canhão em greve.

      Mais uma constatação empírica que o “movimento” como vocês gostam de gritar não representa ninguém além de si mesmos.

      E outra, se muitos dos CAs da FFLCH ao longo dos anos não tivessem zerado o caixa para doar dinheiro ao FUNDO DE GREVE DO SINTUSP talvez não estariam em dificuldade hoje. Fica a dica!

      De resto, parabéns ao Daniel pelo texto.

      • Guilherme Cozzalino

        E porque os CA´s e Centro acadêmicos apoiam a greve eles devem fornecer tinta não-permanente pra FFLCH?

    • Céus, você não entendeu uma simples passagem do que eu disse no texto. Eu juro que não escrevi nada tão complicado.
      Quem está lá ficando careca, está ficando careca porque quer. Quem está levando tinta na cabeça, está levando tinta porque quer. Agora, quem está sendo pintado pros próximos três dias e tendo o cabelo manchado permanentemente sem que tenha sido plenamente avisado disso não está recebendo isso porque quer. Eu mal acredito que tenho que te explicar uma coisa tão básica.

      Se alguém te obrigou a fazer alguma coisa no trote, este alguém está errado. Você deveria ter insistido que não queria e deveria ter ido a qualquer outro lugar na área do trote. Mas se acontecer um problema, a organização deve assumir a responsabilidade por esse problema, e foi justamente isso que não aconteceu no trote da Letras.

      Pra fazer um trote bem estruturado, precisa de uma comissão de organização séria, algumas barracas, papel pardo e tinta. Nada disso é muito caro, aliás, a papel pardo e tinta os CAs têm de sobra, e tudo o que vier a mais é extra. O que mais falta é o primeiro item: comissão de organização séria e responsável. Trote é uma coisa barata, e você só insiste que precisa de dinheiro porque você quer.

      E eu não vou entrar na “polêmica” de quantas barracas cada um precisava, porque não cabe a nós discutirmos aqui, aliás, sequer acredito que você está tentando entrar nesse mérito. As equipes se expõem lá tradicionalmente, todos os anos, e a semana de recepção é um espaço ainda melhor pra isso. Mas claro que você vai tentar forçar uma politicagem aí. Com qual objetivo mesmo?

      Diga o que eu tenho que saber como engenheiro, tire da sua cartola mágica que eu devo não ir às aulas, e se junte ao coro da veterana da FFLCH dizendo que o problema é dos bixos. Ser conivente com a irresponsabilidade daquela organização mostra muito sobre você, principalmente que não vale a pena discutir com alguém assim. Ah, e lembre-se de dizer que quando eu cobro responsabilidade, é fescura minha.

  9. Pelo que sei, o Comando de Greve organizou a Festa na FAU e não as calouradas da Letras.
    Inclusive o CAEL não tem muitas ligações com o Comando, inclusive fica o criticando por vários motivos.
    Então, qual é a sua fonte? “Acabei de ler relatos no grupo da Letras livre”.
    Fonte se verifica, se critica, se pensa a respeito. Não é só acreditar em tudo que você gostaria que fosse.
    De qualquer maneira, concordo que trotes abusivos são errados. Mas o seu texto, através de uma leitura um pouco mais aprofundada, mostra que a POLI é superior, mais organizada e melhor que a FFLCH.
    Acreditava que a Reação poderia mudar alguma coisa na USP. Agora, além de enfrentar greves na FFLCH e debater diariamente com partidos de esquerda, vou ter que defender a minha unidade de acusações de graduandos de 2o ano?
    Agora vou anular meu voto, se é que vai ter eleição esse ano. Se a Reação divulga e ratifica esse tipo de texto, perderam o senso e estão piores do que o PSTU.
    Vou terminar o meu mestrado que eu ganho mais…

    • Eu não disse que o comando de greve organizou o trote da FFLCH, eu disse que o movimento grevista o fez, e isso é verdade. O CAELL não faz parte do movimento grevista?

      Relatos dos estudantes pra dizer o que aconteceu com os estudantes são fontes ruins? Bixos reclamando que ficaram azuis dias depois do trote não é uma fonte boa o suficiente pra eu dizer que os bixos ficaram azuis dias depois do trote? Cê tá falando sério?

      Eu falei que o trote da Poli foi bem organizado e que houve irresponsabilidade no trote da FFLCH. Daí pra entender que a Poli é superior à FFLCH é um salto lógico, e eu te desafio a colocar aqui o trecho no qual falei que a respeito das unidades ou que todos os estudantes (e não apenas os que organizaram o trote) são irresponsáveis. É a maldade nos olhos de quem a vê, ela não precisa estar lá, basta a pessoa querer muito que ela esteja…

    • Pelo que sei, o Comando de Greve organizou a Festa na FAU e não as calouradas da Letras.

      Os organizadores da recepção dos calouros da Letras são do Comando de Greve, e a responsável pelo incidente da tinta é conhecida por ser um dos seus maiores expoentes.

      Inclusive o CAEL não tem muitas ligações com o Comando, inclusive fica o criticando por vários motivos.

      CAELL promoveu ao máximo a greve em sua unidade, enviou seus integrantes para outras assembleias de curso para discursar a favor da greve, está presente na dianteira de todas manifestações e passeatas, e protagonizou os vergonhosos piquetes que foram desmontados pelos próprios alunos da Letras:

  10. É bem fácil. Primeiramente, você descreve o trote da POLI como “aquele trote, como manda a tradição, foi exemplar” e o opõe aos outros cursos, dizendo “mas infelizmente, não foi assim em toda a USP’, notadamente na FFLCH.
    Se fosse para criticar ações na Letras, que se forem realmente verdade, as condeno veemente, precisaria começar o relato exaltando a POLI.
    Qual é o interesse em fazer essa oposição?
    E se dizer que não há, ou pedindo para que eu aponte a oposição, por que citar uma calourada, elogiar de maneira excessiva e depois de uma adversativa, descer a lenha na FFLCH.
    Será que a Reação quer impor as práticas da POLI para todos os cursos? Acho que as ações da POLi combinam com ela, e são ótimas porque são feitas por sua comunidade. Agora, querem impor as ações, dizendo “olhe o exemplo de calourada que queremos propor ao DCE” ignora as especificidades de cada unidade.
    Me causa espanto o Zé Oswaldo, que sempre pareceu ponderado em suas ações, ignorar que a chapa deveria pensar na USP e cair em discussões bairristas de qual unidade é melhor.
    Ah, Daniel, quando você fala que houve irresponsabilidade no trote da FFLCH, você ignora que não é só Letras, mas também, Sociais, Filosofia, Geografia e História. As recepções são feitas por cada departamento.
    Se não é a ideia contrapor a POLI à FFLCH, por que não citar somente as Letras? Se a ideia é criticar ações nas Letras, porque falar da POLI e não do IME, FAU, IP, ou qualquer outra unidade?

    • Você realmente leu meu texto, cara? Primeiro, procure nele a palavra FFLCH. Depois, quando não a encontrar, pare de inventar que eu falei sobre toda a unidade, e não apenas sobre a Letras, e repense suas acusações.

      Eu falei sobre a Poli (e não sobre o IME, a FAU ou o IP) porque eu me limitei a falar sobre o que sei. E fiz a comparação porque achei bastante pertinente mostrar o que é um trote com responsabilidade, que é a base de toda a minha crítica. Aliás, obrigado por provar meu ponto, e mostrar que a contraposição que faço entre Poli e Letras é apenas em cima do trote com esse trecho que você mesmo citou.

      E se a reação quer que todos os trotes na USP sejam feitos de maneira responsável, então isso é mais um motivo para votar nela. Aliás, é muito estranho ver alguém criticando uma coisa dessas, pra dizer o mínimo.

      Eu tenho dúvidas sérias se você não criticou sem sequer ler o que escrevi, ou se leu mas está tentando a todo custo encontrar alguma coisa pra criticar. Pare e pense, porque dessa forma você está fazendo papel de bobo.

    • Pedimos por favor que leiam corretamente o texto antes de tecer comentários acerca do mesmo.

  11. João Reis escreveu:
    “Me causa espanto o Zé Oswaldo, que sempre pareceu ponderado em suas ações, ignorar que a chapa deveria pensar na USP e cair em discussões bairristas de qual unidade é melhor.”

    Então, não lembro de onde nos conhecemos, peço desculpas pela memória fraca. Estou aberto para discutir sobre a chapa a qualquer momento, pode falar comigo no Facebook quando quiser.

    Agora sobre a questão “bairrista” a qual você se refere: a questão central do texto são conceitos como COMPETÊNCIA, RESPONSABILIDADE, ORGANIZAÇÃO, SERIEDADE.

    E isto não é bairrismo, pois são conceitos universais.

    Por favor leia nossa carta-programa, cujo texto deixa mais do que claro que temos um projeto tanto geral para USP quanto particularizado para unidades e campi.

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