Mais difamações e manipulações fotográficas

Hoje, fomos surpreendidos com uma montagem de uma foto em que aparecem dois integrantes da chapa Reação com o político Paulo Maluf. Embora a foto já fosse conhecida pelos membros da chapa, acreditamos que os motivos da foto eram óbvios: o caráter folclórico de Paulo Maluf. Mas, mais uma vez, nos decepcionamos com as práticas dos movimentos radicais da USP e sua vã tentativa de mistificar nossa chapa, o que apenas enriquece nossos argumentos de ideologização do movimento estudantil.

Sabemos que em um momento de eleição como o atual, de ânimos exaltados, a confusão conceitual está sempre presente. Outrossim, há o fato dos movimentos radicais na USP tradicionalmente imputarem àqueles que são contra a “verdade” que clamam como universal as alcunhas de “fascista”, “burguês” ou “reacionário”. Outros, menos exaltados ou apenas mais inteligentes, citam-nos como “conservadores”. Mas por serem eles próprios anacrônicos, não podemos esperar que sua análise dos fatos seja condizente com a atualidade.

Por isso, devido à falta de um projeto verdadeiro para a Universidade, tais grupos adotam contra a chapa Reação a oposição visceral pela qual são conhecidos dentro da própria esquerda.

Acreditamos que sua confusão seja a conseqüência de pura deficiência teórica, pela qual já são conhecidos, apesar de suas ações bem organizadas. Porém, se o máximo que o famoso fetiche dos radicais por teorias da conspiração conseguiu encontrar foi uma foto com um político folclórico que não exerce influência alguma sobre a chapa, a conclusão é a de que estamos no caminho certo.

Se o máximo de humor que conseguiram alcançar foi tentar atribuir a nossa imagem à de defensores da frase “estupra, mas não mata”, ficamos muito felizes por sermos até mais engraçados que eles.

Entretanto, a mínima representação que possuem nas eleições nos impede de ocupar o nosso blog com mais de oito parágrafos sobre qualquer atitude desse grupo. A eles, sugerimos apenas a leitura de nossa carta-apresentação, de caráter libertário, e uma passagem pela Biblioteca Florestan Fernandes.

Julgamos, entretanto, que cabe deixar claro alguns pontos que, aparentemente, não ficaram claros sobre as posições ideológicas da nossa chapa. Ao criticar duramente a ideologização do movimento estudantil, a crítica não é contra a ideologia. Mas, a partir do momento em que uma ideologia toma o movimento estudantil como seu e as lutas necessárias desse movimento como aquelas que o favorecem, o movimento estudantil deixa de ser representativo de todos os estudantes, mas dos militantes.

Nosso compromisso é de dar espaço a todas as ideologias, inclusive aquelas que hoje nos criticam, de maneira que os estudantes possam ver no DCE uma instituição representativa de si, uma instituição em que possa confiar para resolver os problemas de todos os estudantes. Indicar caminhos não é função do DCE. A função do DCE é seguir os caminhos indicados pelos estudantes.

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2 Respostas para “Mais difamações e manipulações fotográficas

  1. APOIADÍSSIMO!!

  2. LUCAS DOS SANTOS COSTA

    ATÉ QUE ENFIM QUE EXISTE UMA CHAPA QUE PERCEBEU COMO A USP ESTA PARECENDO O CENÁRIO DE 1984 DE GEORGE ORWELL

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