Reação busca reivindicações estudantis junto a Reitoria.

“Diálogo, ainda que tardiamente!”

Na quinta-feira, 3 de maio a Reitoria foi novamente invadida por estudantes universitários. Mas ao contrário do que havia ocorrido anteriormente, desta vez, os estudantes não usavam máscaras e não tiveram medo de mostrar seus rostos. Também não arrebentaram a porta da frente da reitoria, não praticaram nenhum ato de roubo ou vandalismo e ao invés da tropa de choque da PM encontraram os funcionários da reitoria felizes com nossa iniciativa de iniciar o diálogo, com sorrisos de boas vindas. A invasão não foi feita na calada da noite e sim ao cair da tarde. Estavam presentes na invasão 11 estudantes da USP, de cursos que iam de Ciências Sociais a Engenharia, inclusive um estudante de São Carlos.

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A invasão é um momento histórico e inaugura uma nova forma de diálogo entre a direção da Universidade e os estudantes. O encontro promete marcar de maneira contundente e definitiva a relação entre as partes envolvidas. O grupo Reação tinha reivindicações sobre questões pertinentes da USP, como o BUSP, o regimento da pós, a questão da Biblioteca da Sanfran, uma nova proposta de segurança e diálogo com a PM que só podem vir à luz se os responsáveis ouvirem o que os estudantes pensam. Por isso, aceitando a proposta de diálogo e abrindo um canal de comunicação com estudantes que vai cada vez se alargar mais, o reitor professor João Grandino Rodas ofereceu um chá para integrantes da chapa Reação que disputou a eleição do DCE da USP em 2012.

O grupo Reação prega o diálogo como forma permanente de entendimento entre estudantes e a direção da universidade. A reunião foi marcada com o objetivo de modificar a forma reivindicatória usada pelas lideranças estudantis até então e criar um canal de diálogo permanente. É mais do que sabido que as formas de atuação do movimento estudantil, inalteradas há mais de quatro décadas, não trouxeram absolutamente nenhuma melhoria para os estudantes. A chapa Reação, antes mesmo de chegar ao DCE, já mostra que vai oferecer melhorias aos estudantes da USP sem precisar sujar as mãos e vencer tentando berrar mais alto.

O reitor acolheu o grupo com grande atenção e informou que receberá os representantes dos estudantes de forma regular e procurará dentro do possível atender as solicitações encaminhadas. Com relação à segurança dentro do campus o reitor informou que a presença da PM inibiu a prática de crimes, diminuindo substancialmente os índices de criminalidade anteriores, que caíram em até 92%. Há um projeto de iluminação do campus que deverá ser inaugurado até o fim deste ano e deverá melhorar ainda mais as condições de segurança. Ele informou também que serão oferecidas 1000 bolsas no exterior aos alunos da Universidade e que já está a disposição dos funcionários da USP um novo plano de carreira.

Alguma dessas conquistas foi conseguida pelo DCE ou pelos grupos e partidos extremistas, que apenas pensam em agredir estudantes por meio de greves, piquetes e força bruta? Note-se que essas conquistas ainda não chegam a completar as primeiras reinvidicações da Reação, já atendidas em benefício dos estudantes. Os radicais que maculam a imagem da Universidade perante o mundo, que não querem diálogo e negociação, mas imposição, apenas têm como desculpa sua “luta” e suas “reinvidicações não atendidas” – ou seja, justamente o quanto não conseguem fazer nada pelos estudantes que juram defender.

Há mais de 40 anos o movimento estudantil está marcado pelo “violencialismo”. Explicando o neologismo: A violência sempre precede a reivindicação. A violência vem antes de qualquer argumento e qualquer ação. A uma mínima contrariedade (e muitas vezes nem essa contrariedade é mesmo necessária), há um grupo organizado controlado por partidos extremistas a serviço do SINTUSP que imediatamente preparam greves, demonstrações de força física, seguidas de piquetes, cadeiraços, vandalismo e invasões. Há mais de 20 anos o DCE da USP é comandado por forças retrógradas ligadas aos partidos extremistas PSOL e PSTU (dentre outros grupelhos radicais de menor quilate), eternamente trocando entre si o poder (pois raramente conseguem se reeleger, dada sua ineficácia) e mútuas acusações. Não há independência estudantil, e as ações são comandadas e se originam nos gabinetes de políticos ligados a estes partidos.

O movimento Reação surgiu entre estudantes da Universidade, nas diversas faculdades e no CRUSP, justamente após simples observação do óbvio: a violência e o berreiro infantil não funcionam, e curiosamente geram um estado de letargia e opressão que mantém a Universidade e o próprio movimento estudantil rigidamente parados no tempo: nem a Universidade produz conhecimento atualizado, nem o movimento estudantil consegue avanços e progressos para si próprio. O movimento Reação pretende romper com comandos vindos de grupos extremistas alheios a Universidade e se preocupar com os reais interesses dos estudantes, como as reinvidicações ouvidas pelo reitor comprovam. O movimento Reação está preocupado em representar os estudantes, não em defender apenas a si próprio, tratando os estudantes não apaniguados à chapa e ao partido como inimigos.

A Reação pretende ouvir a todos, tanto estudantes quanto dirigentes da Universidade. Assim, começamos criando caminhos de negociação permanentes sempre com dignidade e independência, que serão ampliados para todos os estudantes que tenham idéias que possam contribuir para uma melhoria da nossa Universidade. A oposição à greve de novembro do ano passado e a luta pela democratização das questões prementes da Universidade, hoje atadas a reuniões apressadas de grupos diminutos e violentos, foram os primeiros passos. Seguiram-se a eleição de dez Representantes Discentes para o DCE entre titulares e suplentes que continuam lutando ferozmente pelos estudantes, e não por um partido. A nova invasão da reitoria e o encontro cordial com o Reitor é o passo seguinte, o novo caminho com que este grupo pretende reescrever a história do Movimento Estudantil.

A Reação já fez pelos estudantes antes mesmo das eleições. E afinal, o que as velhas chapas que há décadas lutam pelo controle do DCE já fizeram pelos estudantes?

 

 

 

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