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Atuação dos RDs da Reação no Conselho Universitário em 26 de junho de 2012

Na terça-feira dia 26 de junho foi realizada uma reunião extraordinária do Conselho Universitário com a temática de democracia e inclusão na USP, em moldes similares a outra reunião extraordinária já ocorrida em 2010.

Segue abaixo o relato da reunião.
O texto original encontra-se no perfil de Facebook do RD James Emanoel: LINK

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947ª Sessão do Conselho Universitário da Universidade de São Paulo.

As pautas do 947ª Conselho Universitário foram:
1) Estrutura do Poder na Universidade de São Paulo;
2) Inclusão Social/Cotas.

Foi definido no Conselho Universitário anterior (946ª) que seriam colocadas três horas para o primeiro tema e uma hora para o segundo tema, podendo-se alterar a ordem de apresentação e debates das pautas de acordo com a escolha dos conselheiros. Desta forma, cabe salientar que, o debate para o tema “estrutura de poder” foi posto em primeiro e o debate para “inclusão social/cotas” foi o segundo tema a ser debatido. Pelo fato do segundo tema ser demasiadamente extenso, já na reunião 946ª, ficou decidido o reencontro posterior para novos conselhos para o debate desse tema. No final acabaram sendo postergados, para uma participação mais ampla de todos os conselheiros, ambos os temas.
Tratando-se dos acontecimentos sobre o tema “inclusão social/cotas” foram apresentadas duas exposições, a primeira, da Professora Telma Tenório Zorn, Pró Reitora de Graduação, mostrando diversos dados do programa inclusp e como este elevou o número de alunos de escolas públicas na USP e, a segunda apresentação, foi feita pelo Conselheiro Leandro Salvático que mostrou algumas considerações a respeito do tema “cotas raciais”, alguns amparos legais do STF e como a apresentação estatística da Professora Telma mostra o todo da USP e, dessa forma, ele defendeu a idéia que para um aperfeiçoamento do programa se deveria adotar o sistema de reserva de vagas por curso. Não houve posicionamento dos demais conselheiros pelo esgotamento do tempo anteriormente proposto ficando para a próxima reunião o debate.
O tema “estrutura de poder” houve duas apresentações, a primeira, do Professor Renato Janine Ribeiro, defendendo a idéia, em linhas gerais, de uma ampliação dos concorrentes, de modificações na formas de escolha, entre outra e, em última análise não alteraria a estrutura de apenas os Professores Titulares serem possíveis candidatos e, consequentemente, reitores. Houve alguns conselheiros que se posicionaram de maneira a defender os mais variados pontos de vista, como: diretas para reitor, não necessidade de “escolha” pelo governador na lista tríplice, votação em três Professores (escolhidos) ao invés de um, entre outras. Para não estender demasiadamente o texto apenas observo a fala do Conselheiro Dário Neto, que, ao meu entender, propôs algumas questões que realmente me chamaram atenção como a questão do “mérito”, diferenciando, mérito acadêmico, mérito administrativo e mérito político e afirmou que, para um candidato e, posteriormente, um eficiente Reitor, dever-se-iam ter esses “três méritos” e que, não apenas Professores Titulares os obtêm na maioria das vezes. Houve outros pontos importantes discutidos e, caso alguém tenha alguma dúvida, pode escrever que esclarecei na medida do possível e observando sempre uma abordagem mais objetiva possível.

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Atuação dos RDs da Reação no Conselho Universitário em 20 de junho de 2012

Na quarta-feira dia 20 de junho foi realizada a primeira reunião do Conselho Universitário, órgão deliberativo máximo da USP, com os representantes discentes (RDs) eleitos pela Reação na eleição de março passado.

RDs presentes da Reação:

– Carmo Oliveira, FFLCH, titular.
– James Emanoel, IRI, titular.

Notificamos que, ao contrário do notificado anteriormente, a segunda cadeira do CO está ocupada pelo estudante de Relações Internacionais, James Emanoel Candido, e não pelo politécnico Lucas Santos Sorrillo.

Segue abaixo o relato da reunião, com os devidos itens votados pelos nossos RDs da Reação e as respectivas posições tomadas por eles.
O texto original encontra-se no perfil de Facebook de Carmo Oliveira: LINK

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Em observância as propostas defendidas pela chapa no ano passado, repasso meus pareceres como seu representante no conselho universitário.

CONCESSÃO DA MEDALHA “ARMANDO DE SALLES OLIVEIRA”

Proposta de concessão da Medalha “Armando de Salles Oliveira” ao Prof. Dr. Carlos Henrique de Brito Cruz, Diretor Científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo, encaminhada por 89 membros do Conselho Universitário.

(Pra quem como eu não o conhece: http://www.fapesp.br/63 )

Votei a favor, o sujeito fez umas pesquisas sobre fenômenos ultrarrápidos, utilizando sistema de lasers e ótica linear, como eu nem sei o que isso quer dizer obviamente julguei um avanço imensurável para a ciência, fora que o Prof. Carlos é membro do conselho da FAPESP que tem atuação séria e competente na definição e execução de politicas, programas e ações de fomento e investimento em pesquisa.

[Aprovado]

TÍTULO DE PROFESSOR EMÉRITO

Proposta de concessão do título de Professor Emérito da Universidade de São Paulo ao Prof. Dr. Celso Lafer, Professor Titular aposentado do Departamento de Filosofia e Teoria Geral do Direito da Faculdade de Direito e Presidente da FAPESP, encaminhada por 90 membros do Conselho Universitário.

(Pra quem também não o conhece: http://www.fapesp.br/1284 )

Votei a favor, a titulação emérita é concedida a professores aposentados que tenham se distinguido por atividades didáticas e de pesquisa. Indiscutivelmente o Prof. Lafer atende aos requisitos e dada minha admiração pessoal por ele votei com muita alegria.

[Aprovado]

ALIENAÇÃO

Segundo um artigo, já suprimido, da constituição do Estado de São Paulo, apostando no crescimento da universidade pública, as heranças vacantes iriam para posse da Universidade de São Paulo.

A proposta encaminhada seria a venda de 9 desses imóveis, que a USP tem a posse ou parte dela. Os imóveis encontram-se em estado lamentável de conservação e foram devidamente vistoriados por técnicos para encontrar o valor de mercado, caso procedessem para leilão.

Votei a favor da VENDA dos imóveis, uma vez que o estatuto (dos tempos da ditadura hehe) impõe que os valores obtidos com a venda de imóveis sejam empregados em MORADIA ESTUDANTIL.

Valor total da venda dos imóveis, cerca de 2.235.949. Lembro, esse valor deverá ser aplicado em moradia estudantil, fiscalizarei!

[Aprovado]

ALTERAÇÃO DO REGIMENTO GERAL DA USP

Ofício do Diretor da EACH, encaminhando a proposta de alteração do artigo 122 do Regimento Geral, com a inclusão de parágrafo único, tendo em vista a inexistência de Departamentos na EACH. Com posterior reparo ao artigo 125.

Votei a favor, questão pequena, apenas uma correção.

Texto Atual / Texto proposto

Artigo 122 – Os cargos da carreira docente serão criados em cada Departamento, mediante proposta do respectivo conselho, com pronunciamento favorável do CTA e da Congregação e aprovação do Co.

Artigo 122 – Os cargos da carreira docente serão distribuídos para cada Departamento, mediante proposta do respectivo conselho, com pronunciamento favorável do CTA e da Congregação e aprovação do Co.

Parágrafo único – Nas Unidades que não se organizam em Departamentos, os cargos da carreira docente serão distribuídos para a própria Unidade, obedecendo-se ao procedimento previsto no caput deste artigo.

Artigo 125 – Os concursos far-se-ão nos termos dos respectivos editais segundo as disposições do Estatuto, deste regimento e do regimento da Unidade.

§ 1º – Os concursos serão feitos para o Departamento, de acordo com programa especialmente elaborado com base em disciplina ou conjunto de disciplinas, de modo a caracterizar uma área de conhecimento.

§ 2º – O programa, proposto pelo Departamento, deverá ser submetido à apreciação da Congregação.

Artigo 125 – Os concursos far-se-ão nos termos dos respectivos editais segundo as disposições do Estatuto, deste regimento e do regimento da Unidade.

§ 1º – Os concursos serão feitos para o Departamento, de acordo com programa especialmente elaborado com base em disciplina ou conjunto de disciplinas, de modo a caracterizar uma área de conhecimento.

§ 2º – O programa, proposto pelo Departamento, deverá ser submetido à apreciação da Congregação.

§ 3º – Nas Unidades que não se organizam em Departamentos, os concursos serão feitos para a própria Unidade, de acordo com programa especialmente elaborado com base em disciplina ou conjunto de disciplinas, de modo a caracterizar uma área de conhecimento.

§ 4º – Nas Unidades de que trata o §3º, o programa será proposto pela CG, ou, quando o caso, conjuntamente pela CG e pela CPG, e deverá ser submetido à apreciação da Congregação.

[Aprovado]

REESTRUTURAÇÃO DEPARTAMENTAL

Votei a favor da reestruturação departamental da Faculdade de Zootecnia e Engenharia de Alimentos. A proposta contempla a criação de dois novos Departamentos: o de Medicina Veterinária e o de Engenharia de Biossistemas.

Custo anual = 178.738 R$

Votei a favor da reestruturação departamental da faculdade de odontologia de Ribeirão Preto, envolvendo Departamento de Morfologia, Estomatologia e Fisiologia e o Departamento de Clínica Infantil, Odontologia Preventiva e Social.

Custo anual = 30.904,59 R$

[Aprovado]

ALTERAÇÃO DE REGIMENTO DE UNIDADE

Proposta de alteração dos artigos 36, 37 e 48 do Regimento do Instituto de Ciências Biomédicas.

Votei contra, os artigos em questão tratam da prova de seleção de novos professores, há um interesse em complicar a seleção deixando-a mais na mão de poucos examinadores, no meu entender um interesse de monopolizar o ICB em torno dos diretores e professores já selecionados.

[Aprovado]

REGIMENTO DE UNIDADE

Votei a favor da aprovação do novo regimento da escola de Enfermagem de Ribeirão Preto.

Votei a favor de alteração no regimento do Museu de zoologia que obriga que tenha ao menos um Representante Discente nas comissões do Museu, cobrem o DCE para que essa representação seja feita.

Votei a favor, seguindo as ordens do CREMESP e CFM, alteração no regimento do hospital universitário para eleição de diretor clinico. (Membros do DCE e do Sintusp queriam que os doentes votassem hehe).

[Aprovado]

MUDANÇA DE NOME DE DEPARTAMENTO  

Votei a favor, proposta de alteração do nome do Departamento de Radiologia para Departamento de Radiologia e Oncologia, da Faculdade de Medicina.

Votei a favor, proposta de alteração do nome do Departamento de Engenharia Hidráulica e Sanitária (PHD) para Departamento de Engenharia Hidráulica e Ambiental (PHA), da Escola Politécnica.

Votei a favor, proposta de alteração do nome do Departamento de Materiais Dentários para Departamento de Biomateriais e Biologia Oral.

[Aprovado]

MINUTA DE RESOLUÇÃO  

Minuta de Resolução que altera o artigo 4º da Resolução nº 5483/08, que institui o Prêmio Excelência Acadêmica Institucional USP.

Votei a favor, a minuta de Resolução altera os termos de alguns incisos do art. 4º, de forma a tornar claro que a premiação poderá ser feita em favor daqueles que tenham, efetivamente, exercido atividades de interesse da USP ao longo de, pelo menos, seis meses no ano de medição dos resultados.

[Aprovado]

CRIAÇÃO DE HABILITAÇÃO

Proposta de criação de Habilitação em Língua e Literatura Coreana para o curso de Letras, período matutino, com 15 vagas, na FFLCH. Em parceria com a Korea Fundation.

Votei, obviamente a favor \o/ VIVA A FFLCH!

[Aprovado]

AMPLIAÇÃO DE VAGAS

Proposta de ampliação de vagas da Habilitação Engenharia de Petróleo, de 10 para 50 vagas, da Escola Politécnica, em Santos e Proposta de ampliação de vagas da Habilitação Engenharia de Minas, de 10 para 40 vagas, da Escola Politécnica.

Votei, orgulhosamente a favor.

[Aprovado]

TABELA DE VAGAS

Votei a favor da tabela de vagas para o Concurso Vestibular de 2013 com a novidade dos cursos da Poli noturno 🙂

[Aprovado]

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Continuidade de diálogo com a Reitoria apresentando questões estudantis.

Nesta quinta-feira o movimento resultante da chapa Reação 2012 se reuniu novamente com o Reitor da USP, João Grandino Rodas, para apresentar reivindicações de melhorias para nossa universidade. Além dos membros da Reação estiveram presentes a estudante de Música da ECA Bruna Bianchini apresentando questões do seu curso e nossos convidados, três estudantes do interior, membros de entidades representativas e de colegiados locais:

– Weslley “Finnin” Lino, estudante de Pedagogia em Ribeirão Preto, representando o CAFi (Centro Acadêmico da Filosofia, da FFCLRP), o DSERP (Diretório Setorial de Estudantes de Ribeirão Preto) e RD do Conselho Gestor daquele campus;
– Renan Mateus “Cacilds” Gomes, estudante de Economia Empresarial e Controladoria em Ribeirão Preto, representando o CAFCF (Centro Acadêmico Flaviana Condeixa Favaretto, da FEARP);
– Gabriel Salles “Gorfo” Barbério, pós-graduando em Odontologia de Bauru, atuando como presidente da Associação de Pós-Graduandos (APG) do campus mencionado e RD do CoPG.


Estudantes convidados pela Reação que participaram de nosso segundo encontro com o Reitor

Os pontos apresentados pela estudante da Música foram:

1 – Ampliação do número de vagas no curso, que devido à grande diversidade de habilitações não permite a criação de uma Orquestra de Sopros completa.
2 – Início da habilitação em Saxofone, e Contrabaixo.
3 – Reabertura dos Cursos de Extensão para alunos de fora da USP.
4 – Apoio as atividades da Orquestra, em concertos e ensaios, com a ajuda financeira para transporte, compra de materiais pertinentes como partituras e estantes de manutenção de instrumentos.

Os estudantes de Ribeirão Preto entregaram para o Reitor uma notificação oficial do DSERP listando as necessidades locais. Seus pontos principais foram:

1 – Criação de um espaço, administrado prioritariamente pelo DSERP e LAURP (Liga das Atléticas de Ribeirão Preto), para realização de eventos (culturais, acadêmicos, confraternizações, etc).
2 – Aumento na frota de circulares, a fim de eficientemente suprir a demanda nos horários de pico, como a início e término de aulas e horário das refeições.
3 – Reformar o Restaurante Central, a fim de melhor atender os alunos que reclamam de lotação, demora na fila e calor excessivo dentro do prédio.
4 – Melhoria na iluminação e segurança, com um plano mais condizente com a realidade do Campus, instalando mais pontos de luz, contratando mais guarda universitária e melhoria de seus equipamentos.
5 – Urgente contratação de professores para cursos com escassez, como exemplo Ciências da Informação e da Documentação e Educação Física.
6 – Projetos de aproximação por transportes entre os campi.
7 – Ampliação, reforma e construção de novos espaços esportivos.
8 – Ampliação e melhoria na UBAS, atual atendimento médico aos estudantes.
9 – Salas de aula e espaço para os Cursinhos Populares, como exemplos o PEIC (Projeto de Ensino Interdisciplinar Comunitário, o cursinho popular da FFCLRP) e o Cursinho da FEA.

O representante da APG de forma análoga apresentou uma notifição oficial da entidade por ele presidida, cujo ponto central foi a necessidade de auxílio por parte da USP para a realização de cursos extracurriculares em Bauru, que atualmente são oferecidos externamente de forma paga.


Integrantes da Reação entregam cópia da carta-programa da candidatura para o DCE-USP de 2012

Ao término, os membros da Reação entregaram uma cópia da carta-programa de nossa candidatura passada, na qual constante uma série de reivindicações de longa data do movimento estudantil apartidário da USP. Também relatamos a questão das deficiências da reforma do prédio da Letras em São Paulo, que semanas após a conclusão das obras evidenciaram problemas no revestimento do teto, gerando preocupação entre os estudantes do curso.

Estamos construindo um movimento estudantil baseado no diálogo, no respeito mútuo e na comunicação. Acreditamos que este é o caminho para termos as reivindicações estudantis atendidas. Não consentimos com vandalismos, violência ou greves desnecessárias. A Reação se coloca mais uma vez ao lado dos verdadeiros estudantes, buscando melhorias para a comunidade discente. Contamos com sua colaboração, se possui alguma reivindicação estudantil, entre em contato conosco.

Reação busca reivindicações estudantis junto a Reitoria.

“Diálogo, ainda que tardiamente!”

Na quinta-feira, 3 de maio a Reitoria foi novamente invadida por estudantes universitários. Mas ao contrário do que havia ocorrido anteriormente, desta vez, os estudantes não usavam máscaras e não tiveram medo de mostrar seus rostos. Também não arrebentaram a porta da frente da reitoria, não praticaram nenhum ato de roubo ou vandalismo e ao invés da tropa de choque da PM encontraram os funcionários da reitoria felizes com nossa iniciativa de iniciar o diálogo, com sorrisos de boas vindas. A invasão não foi feita na calada da noite e sim ao cair da tarde. Estavam presentes na invasão 11 estudantes da USP, de cursos que iam de Ciências Sociais a Engenharia, inclusive um estudante de São Carlos.

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A invasão é um momento histórico e inaugura uma nova forma de diálogo entre a direção da Universidade e os estudantes. O encontro promete marcar de maneira contundente e definitiva a relação entre as partes envolvidas. O grupo Reação tinha reivindicações sobre questões pertinentes da USP, como o BUSP, o regimento da pós, a questão da Biblioteca da Sanfran, uma nova proposta de segurança e diálogo com a PM que só podem vir à luz se os responsáveis ouvirem o que os estudantes pensam. Por isso, aceitando a proposta de diálogo e abrindo um canal de comunicação com estudantes que vai cada vez se alargar mais, o reitor professor João Grandino Rodas ofereceu um chá para integrantes da chapa Reação que disputou a eleição do DCE da USP em 2012.

O grupo Reação prega o diálogo como forma permanente de entendimento entre estudantes e a direção da universidade. A reunião foi marcada com o objetivo de modificar a forma reivindicatória usada pelas lideranças estudantis até então e criar um canal de diálogo permanente. É mais do que sabido que as formas de atuação do movimento estudantil, inalteradas há mais de quatro décadas, não trouxeram absolutamente nenhuma melhoria para os estudantes. A chapa Reação, antes mesmo de chegar ao DCE, já mostra que vai oferecer melhorias aos estudantes da USP sem precisar sujar as mãos e vencer tentando berrar mais alto.

O reitor acolheu o grupo com grande atenção e informou que receberá os representantes dos estudantes de forma regular e procurará dentro do possível atender as solicitações encaminhadas. Com relação à segurança dentro do campus o reitor informou que a presença da PM inibiu a prática de crimes, diminuindo substancialmente os índices de criminalidade anteriores, que caíram em até 92%. Há um projeto de iluminação do campus que deverá ser inaugurado até o fim deste ano e deverá melhorar ainda mais as condições de segurança. Ele informou também que serão oferecidas 1000 bolsas no exterior aos alunos da Universidade e que já está a disposição dos funcionários da USP um novo plano de carreira.

Alguma dessas conquistas foi conseguida pelo DCE ou pelos grupos e partidos extremistas, que apenas pensam em agredir estudantes por meio de greves, piquetes e força bruta? Note-se que essas conquistas ainda não chegam a completar as primeiras reinvidicações da Reação, já atendidas em benefício dos estudantes. Os radicais que maculam a imagem da Universidade perante o mundo, que não querem diálogo e negociação, mas imposição, apenas têm como desculpa sua “luta” e suas “reinvidicações não atendidas” – ou seja, justamente o quanto não conseguem fazer nada pelos estudantes que juram defender.

Há mais de 40 anos o movimento estudantil está marcado pelo “violencialismo”. Explicando o neologismo: A violência sempre precede a reivindicação. A violência vem antes de qualquer argumento e qualquer ação. A uma mínima contrariedade (e muitas vezes nem essa contrariedade é mesmo necessária), há um grupo organizado controlado por partidos extremistas a serviço do SINTUSP que imediatamente preparam greves, demonstrações de força física, seguidas de piquetes, cadeiraços, vandalismo e invasões. Há mais de 20 anos o DCE da USP é comandado por forças retrógradas ligadas aos partidos extremistas PSOL e PSTU (dentre outros grupelhos radicais de menor quilate), eternamente trocando entre si o poder (pois raramente conseguem se reeleger, dada sua ineficácia) e mútuas acusações. Não há independência estudantil, e as ações são comandadas e se originam nos gabinetes de políticos ligados a estes partidos.

O movimento Reação surgiu entre estudantes da Universidade, nas diversas faculdades e no CRUSP, justamente após simples observação do óbvio: a violência e o berreiro infantil não funcionam, e curiosamente geram um estado de letargia e opressão que mantém a Universidade e o próprio movimento estudantil rigidamente parados no tempo: nem a Universidade produz conhecimento atualizado, nem o movimento estudantil consegue avanços e progressos para si próprio. O movimento Reação pretende romper com comandos vindos de grupos extremistas alheios a Universidade e se preocupar com os reais interesses dos estudantes, como as reinvidicações ouvidas pelo reitor comprovam. O movimento Reação está preocupado em representar os estudantes, não em defender apenas a si próprio, tratando os estudantes não apaniguados à chapa e ao partido como inimigos.

A Reação pretende ouvir a todos, tanto estudantes quanto dirigentes da Universidade. Assim, começamos criando caminhos de negociação permanentes sempre com dignidade e independência, que serão ampliados para todos os estudantes que tenham idéias que possam contribuir para uma melhoria da nossa Universidade. A oposição à greve de novembro do ano passado e a luta pela democratização das questões prementes da Universidade, hoje atadas a reuniões apressadas de grupos diminutos e violentos, foram os primeiros passos. Seguiram-se a eleição de dez Representantes Discentes para o DCE entre titulares e suplentes que continuam lutando ferozmente pelos estudantes, e não por um partido. A nova invasão da reitoria e o encontro cordial com o Reitor é o passo seguinte, o novo caminho com que este grupo pretende reescrever a história do Movimento Estudantil.

A Reação já fez pelos estudantes antes mesmo das eleições. E afinal, o que as velhas chapas que há décadas lutam pelo controle do DCE já fizeram pelos estudantes?

 

 

 

Representantes Discentes eleitos pela Reação

De acordo com a votação obtida pela Chapa Reação na eleição para o DCE da USP no mês passado, obtivemos proporcionalmente 5 cadeiras de representação discente nos conselhos centrais: 2 no Conselho Universitário, 2 no Conselho de Graduação e 1 no Conselho de Cultura e Extensão. A relação dos nomes foi entregue ao DCE na sexta-feira dia 20 de abril e segue para homologação pela Reitoria assim que os mandatos dos atuais RDs expirarem.

A listagem dos representantes alocados segue abaixo:

CO – Conselho Universitário

TITULARIDADE: Winicius Oliveira do Carmo (FFLCH)
SUPLÊNCIA: Edgar Cutar Junior (ESALQ)

TITULARIDADE: Lucas Santos Sorrillo (EP)
SUPLÊNCIA: Ricardo Blanco Saito (FEARP)

CoG – Conselho de Graduação

TITULARIDADE: Pilar Ferrer Gomez (FFLCH)
SUPLÊNCIA: João Paulo Chaim (EESC)

TITULARIDADE: Marcelo Silva Messias (FEA)
SUPLÊNCIA: James Emanoel Candido (IRI)

CoCEX – Conselho de Cultura e Extensão

TITULARIDADE: Lucas Petean Amaro (FFLCH)
SUPLÊNCIA: Irina Frare Cezar (FFLCH)

Mais uma vez agradecemos os votos dos mais de 2.600 estudantes que garantiram a eleição de uma bancada estudantil apartidária e voltada para os interesses acadêmicos. Conforme assinado em termo de compromisso pelos inscritos da Reação no ato de registro da chapa, a sua atuação como RDs será condicionada unicamente ao conteúdo da carta-programa defendido e apoiado pelo nosso eleitorado.

Assim que nossos representantes tomarem posse exibiremos relatos periódicos de sua atuação nos dados conselhos como prometido em nosso vídeo específico de campanha sobre o tema.

Resultado da eleição do DCE-USP 2012 e agradecimentos aos que apoiaram a Reação

Agradecemos os 2.660 estudantes que acreditaram em nosso projeto e confiaram seu voto à Reação, fazendo história como o melhor desempenho de uma chapa apartidária concorrente ao DCE da USP até hoje. Principalmente manifestamos nossa admiração e gratidão às dezenas de estudantes de diversos cursos e unidades que, mesmo não estando inscritos na chapa, colaboraram passionalmente no esforço eleitoral em prol da Reação.

Enfrentamos uma luta desigual.

Contando mais de 400 profissionais em campo e recursos logísticos partidários do PSTU e PSOL de proporções imensuráveis, a Não Vou me Adaptar esteve sempre com urnas abertas em seus cursos de maior penetrância e tornou-se a vitoriosa do pleito com 6.964 votos.
Com menos de 100 estudantes no processo, muitos deles calouros, a Reação desenvolveu uma campanha modesta: não tivemos camisetas, não expusemos enormes krafts em entradas de prédios, e nosso material impresso foi um simples folheto 10x15cm com o resumo de nossas propostas, enquanto nossos concorrentes distribuíram enormes publicações em formato de jornal A3. Em adição a estas intempéries soma-se a abertura descontínua das urnas em cursos onde contávamos com grande apoio. Mesmo desafiando todos esses infortúnios, a Reação e seus valorosos apoiadores e colaboradores conquistaram juntos 2.660 votos e chegamos em segundo lugar. Conduzimos uma campanha “tostão contra milhão” e encerramos ela da forma mais que orgulhosa possível.

Desde o início a Reação fez uma campanha limpa.

Não proliferamos boatos ou mentiras sobre opositores em nossos materiais de circulação.
Não insultamos concorrentes em locais de votação ou panfletagem, mesmo não tendo havido reciprocidade neste quesito por parte de outras chapas, que frequentemente ameaçaram ou até mesmo agrediram estudantes que pediam voto para a Reação.
Não escondemos nossas convicções e credos, estando sempre transparentes em nossa carta-programa, em nossos vídeos, em entrevistas públicas, e em debates presenciais.

Obtivemos uma vitória moral em novembro de 2011.

Desde o ano passado a Reação denunciou o golpe do adiamento das eleições originalmente marcadas para o final de novembro. Essa manobra perpetrada por nossos opositores foi claramente uma atitude de desespero para impedir que a grande massa indignada de uspianos manifestassem sua oposição à então greve. Para vencer a Reação na urnas foi necessário adiar em 4 meses o pleito e trabalhar ferozmente para que a greve e os absurdos de 2011 caíssem no esquecimento.

Tem início hoje a campanha pelo DCE-USP 2013.

Todos que colaboraram para a Reação nesta eleição estão convidados para integrar, em novembro próximo, a chapa de continuidade do projeto da Reação para o DCE-USP 2013 bem como a manutenção de nosso movimento de contestação sobre a atual condição do Movimento Estudantil da USP ao longo do ano. Esta eleição não é um fim, mas sim um começo de uma jornada da qual sairemos todos vencedores, é apenas uma questão de tempo.

Resposta a difamações em período eleitoral

Sobre as difamações envolvendo o financiamento de nossa campanha:

As chapas grevistas concorrentes da Reação, totalmente financiadas e dependentes de partidos políticos da extrema esquerda brasileira, não medem esforços em macular a imagem de nossa candidatura, insinuando recebermos apoio de proporções bíblicas de partidos ou organizações de extrema direita e até mesmo, por exemplo, da indústria armamentista. Se tal boato fosse verdade os membros da Reação estariam pelo menos vestindo camisetas da chapa, porém estas não existem, exatamente por falta de dinheiro.

O patrocínio de nossa campanha é realizado voluntariamente por Marcos Vidigal, estudante de graduação de Filosofia, cuja identidade permaneceu oculta até o momento por medo de represálias, uma vez que ele já foi vítima de insultos como “velho decrépito” proferidos por membros do SINTUSP na FFLCH.

Sobre a saída de Thiago SAL (EEL) e Marieta Carvalho (ECA):

Desde sua inscrição para a eleição do DCE-USP em novembro do ano passado, a Chapa Reação recebeu uma grande exposição e penetrância dentro da comunidade universitária. Além dos estudantes originalmente inscritos na chapa, dezenas de outros somaram-se à grande lista de colaboradores e apoiadores de nosso projeto de mudança da realidade universitária.

Apesar de dispor de um crescente aporte humano, a Reação não desenvolveu uma estrutura profissional de gestão eleitoral, pelo fato da ampla maioria de seus membros estarem disputando o DCE pela primeira vez, e não contar com militantes profissionais entre suas fileiras. Esta diferença continua sendo um dos diferenciais fundamentais entre a Reação e seus concorrentes, e nos é motivo de orgulho, não de vergonha.

Um dos reflexos desta organização deficitária foi infelizmente uma descontinuidade do canal de informação entre a capital e alguns campi do interior. Essa questão foi agravada pela saída, por motivos familiares, de outro membro da chapa, que era o então responsável pela comunicação entre São Paulo e Lorena. Essa falha, infelizmente interpretada como descaso,  motivou a saída de Thiago, a quem membros da Reação já manifestaram suas sinceras desculpas.

Por motivos análogos de falha de comunicação interna, alguns estudantes em fim de curso com baixo comparecimento físico na universidade também acabaram sendo afetados por este cenário, como foi o caso de Marieta.